Muito tem se falado nos últimos dias a respeito da chamada Reforma Previdenciária, alguns comentando que ela será benéfica, mas a maioria achando que ela será desastrosa.

Fica muito difícil fazer qualquer conjectura a respeito, tendo em vista os desacertos do início do governo Bolsonaro e a estabilização de um parlamento que foi bastante renovado nesta gestão, o que faz com que incerto fazer qualquer previsão de que a Reforma seja aprovada ou não e dentro de quais condições ela seria sancionada.

No entanto, temos certeza de uma coisa, que nisto todos concordam: do jeito que está não pode continuar. Aliás, nem é preciso ser contador, nem muito esperto, para entender que quem está gastando mais do que recebe, vai chegar uma hora que a corda arrebenta. E é exatamente isto que está acontecendo com a nossa previdência.

E aí vem um tremendo jogo de interesses que é muito mais complicado do que um jogo de xadrez. Pois, se de um lado o governo sabe que precisa estancar a sangria, por outros milhares de brasileiros temem por uma perda em seus rendimentos, o que fatalmente acontecerá.

Não temos uma receita para este difícil dilema. Mas, sabemos que algumas categorias têm aposentadoria polpuda, enquanto a grande maioria tem limites nos valores de seus rendimentos, o que faz com que precisem continuar trabalhando, para pelo menos manter o mesmo padrão de vida que tinham quando ativos.

Entendemos, por fim, que há sim necessidade de uma revisão completa no sistema, pois corremos o risco, se assim continuar, de que nem aqueles minguados valores de aposentadoria possam ser pagos no futuro se a previdência quebrar de vez.

Vai exigir sacrifícios de todos, e esperamos sinceramente que hajam luzes e inteligências suficientes em nossos mandatários para que encontrem uma solução, que não será a curto prazo, mas que é absolutamente necessária.